Fogachos: ACP (2026), NICE e Menopause Society põem a terapia hormonal em primeiro lugar; o MS (2016) a deixa para depois
A nova diretriz do American College of Physicians recomenda estrogênio (com progestógeno, se há útero) como primeira linha, recomendação forte. O protocolo do MS de 2016 só indica TH quando as opções sem hormônio não bastam.
⚠ Com aviso. Fonte não lida por completo, por limite de acesso ao material e não por omissão da redação: ACP (revisão sistemática) 2026 (sem acesso ao texto integral: conteúdo pago ou bloqueado ao público).
Para tratar fogachos, a ACP (outubro de 2026) recomenda iniciar estrogênio com progestógeno em quem tem útero, ou estrogênio isolado em quem não tem (forte, certeza alta); o NICE (2015, ainda vigente) manda oferecer TH, e a Menopause Society (2022) diz que é o tratamento mais eficaz, com relação benefício-risco favorável antes dos 60 anos ou até 10 anos da menopausa. O MS (2016) indica a TH só quando os sintomas não melhoram com medidas sem remédio ou sem hormônio e prejudicam a qualidade de vida, e manda evitar iniciar após 10 anos da menopausa ou acima de 59. A USPSTF é contra a TH para prevenir doenças crônicas, o que é outra pergunta. A ACP foi lida só pelo resumo oficial; o tempo de uso não entra na ficha (regra de posologia).
- Grau da fonte ACP (2026): Forte, Alta, ACP (GRADE); ACP (revisão sistemática) (2026): não se aplica (revisão sistemática), não se aplica; NICE (2015): não gradua ("offer" = recomendação forte na redação do NICE), NICE (força pela redação); MS (2016): não gradua, MS (sem graduação formal); The Menopause Society (ex-NAMS) (2022): não gradua (position statement; níveis de evidência por afirmação), The Menopause Society (níveis I–III por afirmação; não lidos por afirmação); USPSTF (2022): D, Moderada (certeza do benefício líquido), USPSTF (graus A/B/C/D/I).
- Contexto Brasil O protocolo do MS (2016) é a referência da APS e põe a TH depois das opções não hormonais. Estrogênios e progestógenos têm registro e uso amplo no Brasil. RENAME 2024 (2ª edição, 2025, lida em 17/10/2026): no Componente Básico, estrogênios conjugados (oral e creme vaginal), estriol (creme vaginal) e acetato de medroxiprogesterona oral; não traz estradiol isolado nem tibolona. A RENAME não diz para quais indicações cada um é usado.
- Ginecologia e obstetrícia
Referências
- ACP. Pharmacologic Treatments for Females With Menopausal Vasomotor Symptoms: A Clinical Guideline From the American College of Physicians. Ann Intern Med 2026. 2026. Disponível em: https://doi.org/10.7326/ANNALS-26-01205
- ACP (revisão sistemática). Diem S et al. Pharmacologic Treatments for Female Menopausal Vasomotor Symptoms: A Systematic Review and Meta-analysis for the American College of Physicians. Ann Intern Med 2026. 2026. Disponível em: https://doi.org/10.7326/ANNALS-26-00943
- NICE. Menopause: identification and management (NG23), rec. 1.5.1 e 1.5.2. 2015. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng23/chapter/Recommendations
- MS. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres (MS/IEP Sírio-Libanês), Quadro 5 (terapia hormonal). 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf
- The Menopause Society (ex-NAMS). The 2022 Hormone Therapy Position Statement of The North American Menopause Society. Menopause 2022;29(7):767-794. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1097/GME.0000000000002028
- USPSTF. Hormone Therapy in Postmenopausal Persons: Primary Prevention of Chronic Conditions. 2022. Disponível em: https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/recommendation/menopausal-hormone-therapy-preventive-medication